


“Menina de porcelana, fácil de ser quebrada. E quando quebrada, difícil de ser consertada. Aparenta ser amarga, mas quem a enxerga por dentro, sabe, ela é mais doce do que mel. Fria, porém quente. Confia desconfiando. Esconde as lágrimas durante o dia, num sorriso. E a noite, esvazia-se. Esvazia-se querendo que como suas lágrimas, a dor fosse também. Usava, sempre, uma máscara – o seu sorriso, para esconder o quanto estava machucada. Pois tinha medo de ser fraca, na frente dos outros. Menina forte, apaixonada, delicada, menina flor. Criou um mundo só seu, o mundo perfeito. Onde não houvesse a famosa, chamada, dor. Onde tudo fosse florido, feito a embalagem que usa pra tentar amansar seu coração agoniado. Onde tudo tivesse o sobrenome, dado de felicidade. Onde ela fosse feliz. Trancou-se em seu mundo, e saia por aí fingindo não se importar com nada, fingindo sorrisos – sorrisos meio sinceros, pois em seu mundo, sim, havia motivos para sorrir…” — Escritora de boteco e Adoecida.


